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Sabem como é, viagem é feita de micos…

24/06/2010

Até porque se não for assim, que graça tem, né, não?! De que vale uma viagem se a gente não tiver histórias engraçadas pra contar depois. Pensando nisso, resolvi escrever meu post de hoje em cima de alguns dos micos que paguei em Buenos Aires, onde estive no último feriado. Talvez contando aqui não tenha a mesma graça, mas acreditem, as situações abaixo me arrancaram longos momentos de risada.

1) Nunca tire foto sobre a Puente De La Mujer, em Puerto Madero

De verdade, nunca façam isso. Puerto Madero é um dos bairros mais chiquetosos de Buenos Aires e a Puente De La Mujer (ou Ponte da Mulher) é um dos locais com a vista mais bacana que eu já vi na vida. Sem exagero. Só pra vocês saberem, a ponte tem esse nome porque foi inspirada em uma mulher dançando tango e fazendo aquela pose de desmaio, sabem? Pois bem. Fomos nós tirar lindas fotos na ponte… Só que, mesmo sem a gente perceber a ponte não fica totalmente parada. Ela treme o tempo todo. Um tremor tão pequeno que não dá pra perceber lá em cima, mas que treme, treme. E o resultado? De umas cinco fotos que tiramos lá em cima, esta aí de baixo é a melhor de todas. Linda não? Uma coisa assim, meio estrábica, meio maluca da cabeça, meio horrível mesmo. Podem falar!

Ai que ódiooooooooooooo!! Você viaja pra um lugar lindo, fica se achando lá em cima e quando volta vê isso?? Ok, não tenho fotos na Puente De La Mujer. Conformada.

Na Puente de la Mujer

2) Não pegue ônibus sem dinheiro (trocado)

Ok, ok, táxi em Buenos Aires é mais barato que banana, só que eu tenho uma mania meio besta de conhecer o transporte público em qualquer cidade do mundo que eu conheça. Eu tenho a impressão que essa é uma das melhores maneiras de conhecer o povo da cidade, a rotina, enfim… Fomos nós, eu e o marido, pegar o busão. Por total insistência minha, confesso. Entramos e logo de cara estava a catraca. Fomos pagar pro motorista e ouvimos: “torniquete! Torniquete!”. Ok, entendemos que era pra pagar direto na catraca e fomos inserir a nota na maquineta. Mas quem disse que aceitava? Não. A catraca só aceitava moedas. E vocês tinham moeda? Ah, que sorte porque nós não tínhamos NENHUMA!! Nada. O ônibus andando, o motorista-argentinho-super-educado olhando com aquela cara de ódio para os brasileños de uma figa e a gente lá: com aquela cara de “f@&%$, o que eu fazemos agora?” Eis que me aparece uma senhorinha, de uns 80 anos e levanta e fala assim: “Puedo pagar para usted”.

Quase dei um beijo na senhora de tanta gratidão e ela nem quis receber a quantidade em notas. Pagou e ficou por isso mesmo. Coisa mais linda. Meu coração desacelerou na hora. Ouvimos mais um palavrão do motorista e descemos no próximo ponto de tanta vergonha daquele momento-pedinte que tivemos. Aprendi a lição. E, de verdade, só peço que vcs realizem a imagem de dois idiotas, em uma cidade desconhecida, sem um puto pra pagar uma passagem de busão e ouvindo palavrão em espanhol. Triste…

No busão na Av. 9 de Julho

3) Aprendam algumas palavras da língua nativa antes de viajar.

Essa é a melhor de todas! Embora eu tenha ido para Orlando há três meses e ARREBENTADO meu cartão de crédito de tanto fazer compras lá, fui super empolgada para fazer mais comprinhas em Buenos Aires, de tanto que me falaram dos outlets de lá. O lance é que aqui no Brasil todo mundo sabe o que é um outlet, certo? Melhor. Todo mundo sabe o que um AUTILETI, como falamos aqui. E lá? Vocês acham mesmo que os portenhos sabem o que é um “autileti”? Pois bem. Não sabem. Ficamos (sem exagero), por DUAS HORAAAASSS circulando pela famosa avenida Santa Fé, perguntando pelas merdas dos “autiletis” e todos os argentinos faziam aquela cara de “ué”. Até que apareceu um brasileiro… e disse: “Vocês querem lojas de fábrica, né? É que aqui eles falam oooulês.”

OOOOULÊS!!!! Diz pra mim, quem nessa vida fala OOOOOULÊS????  Sim, ooooulês significa outlet. Posso com isso? Perdi duas horas de passeio, de compras ou de comida porque os raios dos porteños falam OOOOULÊS??? EU ME-RE-ÇO! No fim, estávamos na outra ponta da avenida (que tem mais de 10 mil números) e não compramos porcaria nenhuma.

A avenida dos ooooulês

4) E pra fechar, escolham um fotógrafo que tire foto SÓ de você e não das “Roberts” do Café Tortoni. =/

Espera para o show de tango do Café Tortoni

Bjs e bom jogo amanhã pra todo mundo!

Aline

Buenoooosssss!!

02/06/2010

Quando vocês estiverem lendo este post provavelmente já estarei em “Mi Buenos Aires Querido”. Sim, sim, meus amigos. Se é que vocês ainda não sabem, estou passando o feriado em terras porteñas, o que vai me inspirar muito para o post da semana que vem.

E, hoje, como não podia falar em outra coisa a não ser em Buenos Aires, resolvi lembrá-los sobre quem levou o último Oscar de filme estrangeiro. Lembram? Lembram? Certeza que não. Todo mundo sabe que Avatar perdeu para “Guerra ao Terror”, mas ninguém lembra que quem levou a estatueta de melhor estrangeiro fooooooooi…. o argentino “O Segredos dos Seus Olhos”.

Com Ricardo Darin (do sensacional “O Filho da Noiva”), o filme dirigido por Juan José Campanella alcançou um milhão de espectadores em menos de um mês após o lançamento na argentina, em agosto de 2009. É o filme nacional de maior e considerado o mais visto dos últimos 35 anos no país. Também pudera, a história te prende de uma maneira inacreditável.

Darin interpreta um ex-funcionário público que resolve escrever um livro quando se aposenta e o tema que escolhe é o caso criminal que mais marcou a carreira dele no Tribunal Penal de Buenos Aires. Tá ficando interessante, não?!

Para escrever, ele revê o homicídio que investigou em 1974 e começa a repensar algumas decisões tomadas por ele no passado. Li, em algum blog (que não me lembro qual), que o filme tem uma “argentinilidade” exagerada, mas também pudera, o crime em questão se passa na época do governo de Isabel Perón e das ações constantes da “Triple A” (Aliança Anticomunista Argentina), um grupo de repressão do Estado que recrutou oficiais de polícia exonerados por delitos, civis com fichas criminais e matadores de aluguel. Ou seja, num momento político “X” do país.

Baseada no livro La pregunta de sus ojos (A pergunta dos seus olhos), de Eduardo Sacheri, a produção teve como locações o edifício central dos tribunais e as cafeterias da capital argentina. Lugares em que devo estar tirando lindas fotos neste exato momento. Eu espero…

E, de coração, espero mesmo que vocês tenham gostado do meu texto de hoje e que tenham se interessado pelo filme. Para quem não viiu o trailler, tá aí. Fica minha dica para o feriadão. =)

Bjs e hasta luego!!