Archive for the ‘Amor de mãe’ Category

Elas não morrem…

12/08/2009

Eu e elaÉ engraçado perceber como a imagem que temos de nossas mães modifica com o passar dos anos. Mais engraçado ainda ver que mesmo as enxergando como humanas, elas continuam sendo quase perfeitas. 

Pena só refletirmos sobre nossas atitudes em relação a elas quando muito já se passou .

Eu faria tudo diferente com minha mãe se pudesse voltar no tempo. Teria sido menos peralta na infância, brigado menos com minhas irmãs, me alimentado melhor, estudado mais na época de escola, teria ouvido mais os conselhos dela. Eu teria dito que a amo, muito mais vezes.

Fico feliz por ainda poder contar com aquele abraço protetor e por ainda ter a chance de retribuir de alguma forma tudo o que ela dedicou a mim.  Minha mãe é a mãe que eu quero ser.

Faz algum tempo, eu estava a caminho do trabalho quando ouvi pelo rádio do celular a leitura de um texto sobre as mães. Achei tão bonito que, claro, vou compartilhá-lo com vocês. Ele fala sobre como matamos nossas mães durante a vida e sobre o momento em que elas vão embora de verdade. Já pensaram nisso?

“AS MÃES MORREM QUANDO QUEREM”

por Alexandre Pelegi

Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez. Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula. Eu me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.

Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.

 Quando fiz 14 anos eu a matei novamente. Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis. Mas logo no primeiro porre eu felizmente a descobri rediviva – foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.

 Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente, sem chances para ressurreição. Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese. Ledo engano: quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir voltei à casa materna, único espaço possível de guarida e compreensão.

 Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, apenas requeria lentidão… Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem. Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho ‘mãe’ se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado ‘avó’.Para quem ainda não viveu a experiência, avó é mãe em dose dupla…

 Apesar de tudo continuei acreditando na tese da morte lenta e demorada, e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos, papéis que somente ela poderia protagonizar…

 Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu: quando menos esperava, ela decidiu morrer. Assim, sem mais, nem menos, sem pedir licença ou permissão, sem data marcada ou ocasião para despedida.

Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães são para sempre.

 Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade…

Lindo, não?

Adriana Perroni

Amor incondicional

31/07/2009

pedro A verdade é uma só. É impossível mensurar a dimensão que esse sentimento pode atingir. Muitos comentam, palpitam mas só sabe quem vive essa emoção.Fato é que ele é único e faz muito bem ao coração.Quando a notícia chega, e na maioria das vezes surpreende, não somos capazes de imaginar o quanto muitas vidas serão revolucionadas,mas duas,em especial, sabiamente direcionadas para um único caminho – o da transformação do olhar da vida, das emoções, dos sentimentos, da alma que reflete o que realmente somos e gostaríamos de ser.A primeira imagem é bem intrigante e com o passar do tempo, confusa. Como é possível “isso” crescer, se desenvolver, criar um corpo?É muito mágico! A imagem que antes era turva, depois de umas 30 semanas, começa a esboçar alguns traços. Que peso sai do coração quando escutamos “é perfeito”.
A partir dessa frase foi só esperar o dia escolhido por ele e por Ele. E foi assim, 36 semanas e 4 dias se passaram e o amor incondicional surgiu. Como já devem ter percebido, falo do amor de mãe para filho. É a notícia, como citei no início do texto, de que alguém chegará para dar um novo sentido à vida. Sinceramente me senti obrigada, no bom sentido, a estreiar no blog contando um pouco sobre esse amor que é responsável por um turbilhão de emoções que hoje vivo e que é um marco em minha vida. Passou a guiar tudo o que faço. Na verdade é uma homenagem ao meu Pedro. Por isso compartilho, em poucas palavras, esse momento com vocês. A chegada de alguém que preencheu um vazio que eu mesma nem sabia. E tenho certeza de que quem já viveu essa experiência me entenderá e quem ainda não viveu essa emoção, fica a dica – sejam mães, sejam pais!!
Bom, tudo isso para dizer que às vezes a vida nos leva por caminhos que, num primeiro momento, não conseguimos compreender. Mas a verdade é que tudo está traçado de forma perfeita e só precisamos encarar os desafios. Comigo foi assim e hoje sou uma pessoa completa! Vejam a foto deste post. Não é bom demais?

Bj, bom final de semana e até a próxima sexta!

Maine