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Sobre ser alguém melhor!

22/09/2009

Textos e pensamentos não envelhecem! Por isso hoje vou repetir aqui algo que já escrevi no meu blog pessoal, mas que certamente vale pra hoje, ontem e amanhã! Espero que gostem.

A cada dia, todos os dias, eu tento, procuro ser uma pessoa melhor. Melhor comigo e com os outros. Ter bons sentimentos, cultivá-los, dar atenção a quem merece e está sempre ao nosso lado.

Mas por vezes me frustro por não conseguir tanto assim. Por muitas vezes somos tomados por sentimentos como raiva, egoísmo, ciúmes, inveja, indiferença, e tantos outros que conhecemos. Infelizmente ou felizmente, a cada dia eu percebo e reconheço que sou humana.

E a possibilidade de errar e poder consertar ou tentar de novo já é bastante acolhedora, mesmo sabendo que eu posso cometer os mesmos erros novamente, que eu posso sentir tudo isso novamente, que eu posso não agir muitas vezes como eu gostaria ou como os outros gostariam.

Li uma vez no blog do meu irmão que diariamente precisamos repetir a frase “tudo é possível”, como se fosse um mantra, uma demonstração de fé. E concordo plenamente. Quantas idéias não sairiam de nossas cabeças e seriam colocadas em prática se acreditássemos nisso? O quanto não poderíamos realmente ser pessoas melhores percebendo que diariamente é possível renovar, criar, tentar outra vez?

Eu mesma me perco nos inúmeros projetos, idéias que tenho e que param no meio do caminho por preguiça mesmo ou até por essa falta de acreditar.

E acho que para sermos pessoas melhores precisamos realmente acreditar que tudo é possível: é possível ser mais atento, mais consciente, mais disciplinado, menos egoísta, mais disposto a ajudar os outros… resta saber o quanto estamos dispostos a nos esforçar. Você está disposto?

Shirlei Marina

17/09/2009

Recentemente lí sobre uma história de superação e fé que me fez pensar sobre os desafios que a vida coloca em nosso caminho mas principalmente até que ponto acreditamos que é possível sim vencer diante de limites que a um primeiro olhar  a derrota é vista pela maioria das pessoas.Mas nessa história, a determinação e dedicação falaram mais alto e servem de exemplo para todos nós.

Faith nasceu com três pernas, duas saudáveis e uma doente que teve que ser amputada logo que nasceu. Rejeitado por sua mãe e por muitos outros que o encontraram, Faith foi acolhido por Jude, que dedicou sua vida a treiná-lo para aprender a andar. Faith é um cão e vocês devem estar pensando que errei o texto ao dizer pernas para um cão mas não, eu não errei, ele realmente teve as pernas amputadas e não apenas as patas. E como ensinar um cão com duas pernas a andar? Ela persistiu e seguiu com fé. Foram muitos momentos de persistência. No início Jude colocava Faith numa prancha de surf para que ele sentisse os movimentos da água. Depois treinou na neve, em casa com a ajuda de outros cães e seis meses depois, ele já se equilibrava nas duas patas traseiras e conseguia  saltar se movendo pra frente. Ele venceu suas limitações!

Sempre guiada pela fé, hoje Jude o leva para o mundo pregando sua história de superação. Mesmo sem um corpo perfeito é possível viver com alegria, superar limites e vencer.

Essa história real é para acreditarmos no poder da fé e em nós mesmos. É também para agradecermos a vida  que está diante de nós esperando para ser escrita com boas ações e bons exemplos e para continuarmos o caminho mesmo diante de limitações. Jude acreditou e Faith persistiu.

 Essa é minha mensagem de hoje. Vejam que incrível!

Beijo

Maine

Ron ron pegava o “Penha-Lapa”. Fato!

16/09/2009

Gente, é impressionante mas quanto mais o tempo passa, mais sinto falta de bons programas na televisão brasileira. Principalmente aqueles que te fazem chorar de rir! Mas chorar mesmo. Tipo sair lágrima dos olhos de tanto dar risada.

Sai de Baixo

Sai de Baixo

Quem não se lembra do “Sai de Baixo”? Sem mentira, meus domingos eram muito mais felizes na época do “Sai de Baixo”. Até hoje eu “odeio pobre” por causa do Caco Antibes e ainda grito “Cala a Boca Magda”, quando uma amiga solta uma pérola. E o cabelo da Cassandra?? Ahahaha!! Podia passar um furacão que o não saía nem um fiozinho sequer do lugar. SENSACIONAL!! Nessa época eu nem sentia essa tristeza que toma conta de mim, todos os domingos quando assisto ao Fantástico. É o famoooso sentimento de lá-vem-a-segunda-feira”. Saudades… Outro programa que me arrancou muitas, mas muuuitas risadas também foi a Escolinha do Prof. Raimundo. Sem mentira, é engraçado demais!!

Acreditem, eu estava com o post de hoje prontinho, mas quando o Fillipe, meu parceiro na agência, me enviou o vídeo abaixo, mudei de idéia na hoooora! Tinha que dividir com vocês. Gente, eu ri tanto, mas taaanto com o Seu Rolando Lero, que fiquei com dor no músculo da barriga! Coisa de “entrevado mental”!!

Bjos!!

Aline

Vejo poesia em você

15/09/2009
A pequena menina caminha com a minha ajuda e isso me faz feliz

A pequena menina caminha com a minha ajuda e isso me faz feliz

Eu tenho uma facilidade enorme em me apaixonar pelas pessoas. E por aquelas que acabei de conhecer. Me apaixono por suas histórias, sua beleza externa ou interna, o seu encanto.

Felizmente, o meu trabalho me dá gratas oportunidades de me apaixonar e perceber que a vida sempre pode ser melhor. E foi o que aconteceu nesse final de semana. No sábado tive que viajar pra Campinas para conhecer algumas pessoas, futuros personagens dos mini documentários que estou produzindo.

Estive na periferia de Campinas e lá foi que encontrei a pequena Júlia de dois anos e sua avó Severina. Pessoas simples, trabalhadoras que mesmo com o dia a dia difícil e com muito pouco dinheiro conseguem dar boas risadas e esquecer os problemas.

Por isso que digo e espero sempre poder dizer que vejo poesia no mundo, nas pessoas, nas suas vidas. A foto acima retrata bem isso. De um lado eu seguro a mão da pequena Júlia que ainda tem muito o que viver e aprender. E o melhor é que caminhando com ela vejo também o quanto sou feliz por caminhar e por enxergar poesia onde aparantemente outros não veriam.

E você consegue ver poesia na sua vida? Espero que sim! Um beijo grande.

Shirlei Marina

Agenda para o fim de semana

11/09/2009
Hoje não é meu dia de postar aqui, mas como pessoas não são máquinas e, às vezes, falham, cá estou eu (de novo!) pra não deixar um buraco na vida de vocês! Hehehehehe! E caso não saibam o que fazer no fim de semana, vejam as dicas do Da Nossa Janela:

Cinema

Uma Prova de Amor
Uma Prova de Amor

Estréia hoje, o longa Uma Prova de Amor. No filme, a pequena Anna não é doente, mas, por treze anos, foi submetida a inúmeras consultas médicas, cirurgias e transfusões para que sua irmã mais velha Kate pudesse, de alguma forma, lutar contra a leucemia. Anna, inclusive, foi concebida para que sua medula óssea prorrogasse os anos de vida de Kate, papel que ela nunca contestou… até agora, quando começa a questionar quem realmente é.
Além de Cameron Dias, o filme, que promete arrancar lágrimas, traz a fofíssima Abigail Breslin, que estrelou o inesquecível Pequena Miss Sunshine.

Balada

Chique demais! O circuito de luxo paulistano ganha reforço com a inauguração do Club B4 (leiam before). Com conceito exclusivo, o sofisticado espaço oferece acesso privilegiado, com sistema de membership cards. Aliás, exclusividade é um dos destaques da casa, em que apenas os sócios têm direito a levar um acompanhante e mais um casal. (Affeeeee)

B4

B4

Localizado na R. Amaury, o espaço é decorado com fotografias em preto e branco, esculturas e sofás e poltronas espalhados pelo salão e conta com uma imponente biblioteca e uma convidativa mesa de sinuca. A carta de bebidas conta com as importadas Cristal, Dom Pérignon e Veuve Clicquot, vinhos diversos, vodkas, uísques, Manhattan, mojito e cosmopolitan.
Os preços são, obviamente, aqueles que o público pode pagar. De quinta a sábado, mulheres pagam R$30 e homens R$100. Ambos de consumação. Mais informações pelo telefone (11) 3071-2910.

Show

Lilly Allen

Lilly Allen

Lili Allen, a popstar britânica se apresenta na Via Funchal, na próxima quarta-feira (dia 16), mas quem quiser comparecer, é prudente que aproveite o final de semana para comprar os ingressos. A cantora fez sua primeira aparição nos palcos em julho de 2006 e o single Smilechegou ao primeiro lugar nas paradas do Reino Unido. Sua música não demorou muito para conquistar o mundo, com seu pop, acrescido de pitadas de ska e rock. Nas apresentações que fará no Brasil e Argentina (ambas em setembro) apresenta novidades do último álbum, It’s Not Me, It’s You, mas sem deixar de lado grandes hits.
Ingressos variam de R$180 a R$250 e podem ser comprados pelo www.viafunchal.com.br .

Parque

Neste mês, acontece a Hora do Horror do Hopi Hari.Já na oitava edição, esse ano o tema é Circo dos Horrores e o parque se

Hora do Horror

Hora do Horror

transforma em um grande picadeiro com aberrações, palhaços, feras e magia. Os destaques das atrações são o Globo da Morte e a Direversi Montanha-Russa ao Contrário.
De quinta a domingo, até 27 de setembro. Ingressos a R$49,90, pelo site www.hopihari.com.br.

Bjos e bom fim de semana!
Aline

Ai, Tâmisa…

10/09/2009

tamisaOuvindo o CD do Pedro Mariano, que eu adoro, comecei a pensar em algumas coisas. Se vc está lendo este post, não tenha pretensão de mensagem nenhuma. Porque ele sai de nada e leva a lugar algum, mas já que é meu dia de escrever, assim fiz… Só isso.

Então, como eu estava dizendo… Algumas músicas do Pedro Mariano, como Simplesmente, Colorida e Bela e Estrela de Papel, me fizeram pensar em como a gente não se desliga fácilmente de algumas coisas… de pessoas… de situações… de tudo! Claro, claro. Da boca pra fora é muito, mas muuuito fácil falar frases como:

“Refrigerante? Parei faz tempo?”

“Só como doce aos finais de semana.”

“Raiva de fulano, ai gente, nem me preocupo com essa pessoa.”

“Saudade de beltrano? É ruim, hein?! Nem sei se vive ou se já morreu, mas não tou mais nessa.”

“O dinheiro que eu tenho dá muuito bem pra eu viver. Tou sossegada.”

But inside….. A história é bem diferente. A gente não se livra assim fácil de nada. Nada! Fala sériooooo! Quanta baboseira pra se fazer parecer uma rocha. Sim. Essa é a intenção… Não é?! Todo mundo tem um pouquinho disso. Nem que um pouquiiiinho só, mas tem. Nenhuma vida é um livro 100% aberto.

Enfim… Sei que hoje o dia tá punk, mas também… como não ficar com o coração apertado ouvindo uma música como essa:

“Sonha demais e não vive, pensa demais e não fala, guarda demais e não cabe, sofre demais e não grita… Precisa abrir a janela e ver, que a vida é colorida e bela.”

… Saudades de Londres…

Bjo

Aline

Quarenta anos depois, Paul, John, George e Ringo estão mais vivos do que nunca!!

09/09/2009
Que dia é hoje??? Quinta-feira! Sim! Sim! Dia da fofolete da Vivi (eu) escrever no blog, mas além disso, galera, hoje é o primeiro dia pós-lançamento mundial de TODOS OS DISCOS DOS BEATLES REMASTERIZADOS e do game THE BEATLES: ROCK BAND. Sei, sei. Já falei nisso aqui há algumas semanas, mas como uma adoradora de Beatles que sou, não podia deixar de tocar nesse assunto hoje! Tão empolgada que estou!! Gente, o game deve ser muito, mas muuuuito legal, mas eu quero mesmo é saber dos dois combos com os discos da melhor banda de todos os tempos!
The Beatles: Rock Band

The Beatles: Rock Band

I want to hold your hand, Love Me Do, Hey Jude e Penny Lane, entre outros, são hits que veem marcando várias gerações desde a década de 60. E o dia 09/09/09 foi um dia histórico para a música.
Todos os discos, 13 ao todo, lançados entre 1963 e 1970, foram relançados pela EMI. O processo de remasterização digital foi trabalho de uma equipe de engenheiros dos Estúdios Abbey Road, utilizando, além de tecnologia avançada, as lendárias máquinas em que as gravações foram feitas, para manter a autenticidade das gravações analógicas. O resultado é, segundo a EMI e a Apple: “a mais alta fidelidade”.
Abbey Road

Abbey Road

A coleção tem embalagens com o arranjo gráfico da edição inglesa dos anos 60 e extras com fotos raras. Atenção: por um período limitado, cada CD tem ainda um documentário sobre o disco!!

E para vcs curtirem, coloquei aqui um vídeo com imagens da década de 60, com os quatro garotos de Liverpool cantando I want to hold your hand. Abre com um depoimento de George Martin, empresário da banda, e vai pro show! Gentem, prestem atenção no Paul batendo o pezinho. LINDOOO!

 

Ah! E se quiserem alugar um filme no fim de semana, vai a dica: Chapter 27, um documentário que mostra as 36 horas antes do assassinato de John Lennon, do ponto de vista do assassino. Meio arrastado, mas bacana saber de algumas coisas que o filme revela.
Bjos e bom fim de semana!

Aline

Do que realmente precisamos pra viver?

08/09/2009

Alguma vez você já se fez essa pergunta? Bom, entre tantos temas que pensei para escrever nessa semana, decidi que é hora de falar de algo muito importante pra todos nós: a sustentabilidade do nosso planeta e consequentemente, a nossa própria.

É fato. Somos 6,5 bilhões de pessoas que consomem demais. Uma vez fiz uma matéria para o Canal Futura e conversando com um especialista da PUC, ele me disse que o nosso consumo está quatro vezes maior do que o planeta pode suportar.

Papo chato? Que nada! Não pensar em sustentabilidade, aquecimento global, reciclagem nos dias de hoje é praticamente não viver nesse mundo. A revista Vida Simples, que muito me agrada, trouxe em suas últimas edições discussões muito pertinentes que envolvem o que estou falando. A edição deste mês, por exemplo, mostra uma matéria com dicas de sustentabilidade que as mamães podem adotar no dia a dia com seus bebês, como usar roupas, carrinhos etc. de priminhos ou priminhas que já cresceram, entre outras atitudes.

Mas o que me chamou bastante atenção nessa matéria foi a frase do sociólogo Milton Santos que diz que “atualmente, as empresas produzem o consumidor antes mesmo de produzir os produtos”. Eu concordo em gênero, número e grau. E é a partir dessa afirmação que entro na minha pergunta de hoje: do que realmente precisamos pra viver?

É claro e eu admito que comprar é maravilhoso. Muitas vezes preenche um vazio, dá uma satisfação. Mas que tal começar a pensar melhor no que você consome?

Eu, por exemplo, de tanto escrever sobre isso e ver pessoas simples e comuns que adotaram iniciativas no seu dia a dia também resolvi fazer algo. Hoje pelo menos já separo o lixo e faço isso com orgulho.

Acho que as alternativas estão aí, basta querer fazer algo. É claro que dá mais trabalho, mas pode valer à pena. Produzi uma série de programas para o Pão de Açúcar em que um dos assuntos foi sustentabilidade e coleta seletiva. Pois bem. Acabei conhecendo o Mourivaldo, atendente de uma loja da rede que ajuda os clientes a separar o lixo e quando os consumidores não o fazem e deixam lá um monte de sacolas, ele mesmo separa e depois pesa todo o material que será encaminhado para uma cooperativa de reciclagem.

Enfim o Mourivaldo me fez sentir orgulho da humanidade, me deu aquela sensação boa de que a vida e as pessoas valem a pena. Porque ele, uma pessoa super simples, tem plena consciência de como os seus atos podem fazer alguma diferença. “Eu não vou chegar a ver o resultado, mas meu tataraneto vai ver. E tem que começar hoje”, afirma.


Mourivaldo rouba a cena e mostra como se faz.

Mourivaldo rouba a cena e mostra como se faz

É por essas e outras que ando me questionando o que realmente preciso pra viver: sapato, roupa, comida, claro, tudo é necessário e bom de comprar, mas por que não também esvaziar os armários com mais freqüência, ter consciência de que não dá pra ficar desperdiçando água, energia, comida?

Enfim acho que pensar sobre isso e tomar pequenas atitudes já é algo de bom.

Shirlei Marina

Expressões

04/09/2009

Arroz de festa, testa ferro, dor de cotovelo, de meia tigela, a toque de caixa. Quem já não ouviu e até citou essas expressões? Pois bem, essa semana li em algum lugar algumas delas e comecei a pensar sobre qual seria o significado. Então comecei a pesquisar e decidi dividir com vocês o que descobri. São expressões que escutamos, lemos e até citamos mas acredito que muitos não imaginam a origem delas. Leiam e aprendam!!

 

ARROZ DE FESTA

Afinal de contas, o que tem a ver uma pessoa frequentar muitos eventos sociais e ser comparada a um alimento?
Em Portugal, o termo “arroz de festa” serve também para designar uma famosa sobremesa que temos o costume de chamar de “arroz doce”. Elaborada e trazida pelos árabes, essa iguaria composta por ovos, açúcar, arroz, leite e essência de flor de laranjeira, acabou tendo enorme receptividade nas festividades promovidas pelas famílias mais ricas de Portugal.
Com o passar do tempo, o arroz de festa se tornou um quitute obrigatório em qualquer evento que se prezasse. Mediante a sua recorrência, acabou também determinando a fama de quem não perde nenhuma festinha que seja!

 TESTA DE FERRO

“Testa de Ferro” é uma expressão que se refere a alguém que se apresenta em nome de outra pessoa, de alguma organização ou idéia que não é de sua própria autoria moral ou material, mas que apresenta ser.
A palavra “ferro” nos leva a pensar em algo duro, que se agüenta perante as mais diversas situações. Já a palavra “testa” sugere algo que está na frente, uma fachada. As duas palavras juntas resultam em uma pessoa que é capaz de se impor e negociar a favor.
Existem casos conhecidos de “Testas de Ferro” onde uma pessoa assume algo para proteger outros que se encontram economicamente e politicamente desprotegidos em face de poderes totalitários. Há outros, cujas causas são hipócritas e cuja aparência é baseada na mentira e no jogo sujo.

 DOR DE COTOVELO

Na história do samba vemos que grandes nomes que fizeram parte da trajetória do gênero compuseram letras em que o amor era tematizado. Em geral, as relações amorosas eram pintadas por uma frustração ou infortúnio que impedia a consumação de uma relação bem sucedida. De acordo com alguns biógrafos do samba, a tal desilusão amorosa cantada, muitas vezes, se apresentava como uma extensão das decepções experimentadas na própria vida do compositor.
Lupicínio Rodrigues, famoso compositor gaúcho, foi um dos mais reconhecidos autores desse tipo de letra melancólica. Em muitas delas, dizia que o bar era o lugar ideal para curar os descaminhos da vida afetiva.
Apesar de não ser possível apontá-lo como o autor da expressão, foi Lupicínio que cumpriu a função estética de popularizar a lendária “dor de cotovelo”. A alegoria que dá sentido ao termo faz justa alusão a quem encosta-se ao balcão de um bar para esquecer o amor perdido e se embriagar. Seguindo a explicação, de tanto ficar recostado no balcão, em completa inapetência, aquele que já sofre por amor acaba “contraindo” uma terrível dor de cotovelo.

DE MEIA TIGELA

É um termo usualmente dirigido contra alguém com o intuito de desqualificar as suas habilidades. Apesar de não ser tão usual nos dias de hoje, essa designação nos conta uma interessante história sobre algumas transformações que aconteciam em Portugal durante a Idade Média. Foi nesse momento que a gíria de sentido fortemente depreciativo foi concebida.
No mundo feudal, a propriedade de terras era o mais importante meio de produção existente. Não por acaso, todo aquele que tinha terras sobre o seu controle ocupava a distinta e privilegiada posição de senhor feudal. Neste posto, um proprietário de terras poderia conduzir uma população de servos que trabalharia em suas terras e pagaria pelo seu uso com a doação de parte da produção agrícola. Em contrapartida, o senhor feudal deveria se ocupar de meios para ampliar e proteger suas propriedades de alguma invasão.
Temendo que a extensão de suas terras diminuísse com o passar das gerações, vários senhores feudais concediam os seus direitos de herança ao seu filho primogênito. Com isso, os demais integrantes da prole do nobre ficavam à mercê de alguma atividade ou posto eclesiástico que lhes garantisse o sustento. Em alguns casos, a busca por um casamento vantajoso, a realização de assaltos nas estradas ou o sequestro de algum grande proprietário.
Foi justo nesse processo de exclusão sócio-econômica que a nossa “maldosa” expressão passou a ganhar a boca de vários castelos medievais lusitanos. Todo aquele filho de nobre que não herdava terras era conhecido como “fidalgo de meia-tigela”. Isso porque ele também era proibido de participar de um importante banquete ritual onde se fazia a quebra de todos os pratos, louças e tigelas que serviam as refeições. Por fim, sobrava ao pobre filho de nobre os restos de sua posição social, ou seja, as meias-tigelas.

 A TOQUE DE CAIXA

Atualmente, essa expressão se remete a todo ato feito com agilidade e determinação. Nos tempos passados essa expressão se referia ao costume que os chefes militares tinham de utilizar o toque da caixa, uma espécie de tambor, para orientar os seus comandados. A invenção chegou até a Europa por meio da expansão dos muçulmanos, que já fazia uso desse instrumento para promover rituais religiosos e reuniões militares.
A presença destes tambores entre as fileiras dos exércitos árabes acabou alcançando a Península Ibérica, que foi conquistada pelos muçulmanos no século VIII. Geralmente, a forma pela qual o tambor era tocado indicava a realização de algum ato a ser desenvolvido no calor das batalhas. Sem dúvida, a propagação do som era bem mais eficiente se comparada ao envio de um mensageiro ou documento escrito.
Mesmo com a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica, a expressão acabou sendo empregada pelos portugueses que, mais tarde, se incumbiram de trazê-la às terras brasileiras. Hoje vivemos em um mundo que se move “a toque de caixa”, conseqüência das ferramentas existentes na comunicação.

 

beijo e bom fim de semana!

Maine