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What really matters?

20/02/2010

Nessas andanças e mudanças que ando fazendo na minha vidinha, tanto fisicas de lugar para lugar, quanto mais profundas e “transcendentais” do que você possa imaginar, hoje me vi pensando no que realmente precisamos para viver. Eu, em quatro meses, vivo com 2 malas bem cheias de coisas, mas tudo que possuo aqui são apenas 2 malas cheias de coisas. Lógico, alugo um lugar para morar e um bom emprego que me sustente não deixa de ser necessário… Mas, vamos lá… O que realmente precisamos para viver? Dois pares de calça jeans, umas 10 camisas ou camisetas, uns 2 casacos com luva e cachecol, 10 cancinhas, sutians e pares de meia e produtos de higiene pessoal… Um relógio, um celular e um laptop com internet que se tornaram essenciais nesse mundo globalizado e fast food em que vivemos… Mas, deixando o lado material, o que é impressendível para se viver? Amigos? Sim, aqueles verdadeiros que você pode contar, mesmo no meio da madrugada quando alguma insegurança bate, encucação boba ou não, eles estão lá para te ouvir e te fazer dar risada da situação ou aqueles que organizam uma festa surpresa de aniversário que você nem imagina que seria possível, usando seus pais como álibis… Família, a base de tudo, da sua educação e dos seus princípios. Educação e cultura também acho fundamentais… E claro, eu acho que amor… Um amor para recordar, um amor para viver, aquele puro mais do que carnal, um amor que te entenda mesmo dentro das suas incompreensões todas, afinal, como concluiu um dia Clarice Lispector: “Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente”.

Na vida é possível se viver com apenas duas malas, ou se preferir, uma só mochila nas costas, mas há experiências e bagagens que carregamos por toda a nossa vida que não tem peso, cheiro, formato e são em parte invisíveis, mas que são aquelas que nos salvam e nos são realmente imprensendíveis.

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PS: hoje, chegando da loja de manhã, a menininha mais nova aqui da família me olhou na porta, me disse um “oi” tímido e veio me dar um abraço. Eu quase chorei… rs De alguma forma, mesmo não tendo envolvimento nenhum com essas pessoas, eu acho que interfiro um pouquinho na vida deles, pelo menos das duas menininhas. Não sei se isso por causa do morango que oferci na hora do almoço para elas ontem e que elas comeram comigo. Não sei. Só sei que achei doce.