Sobre a infância

by
Lembranças de infância (quem não teve um cabelo tigelinha? rs)

Lembranças de infância (quem não teve um cabelo tigelinha como o meu? rs)

Não posso falar das histórias que ouvi, mas posso dizer com toda a certeza que elas me fizeram me sentir melhor, uma pessoa que como as outras tem seus medos, inseguranças, histórias pra contar.

Foi na aula de Psicologia do Desenvolvimento.  A proposta era escrever sobre a sua infância, falar da relação com a família e os amigos. Depois de escrever tiramos os nossos nomes e entregamos as folhas. A professora distribui-as entre todos os alunos, fizemos um círculo e cada um leu em voz alta a história que tinha em mãos.

Os outros tinham que adivinhar de quem era aquela história. E a partir daí vieram revelações, sentimentos, histórias engraçadas de infância e outras nem tanto. Num primeiro momento senti um pouco de vergonha por saber que tudo o que eu tinha escrito seria lido ali em voz alta pra todo mundo ouvir. Mas depois o desconforto passou e veio a sensação de que ao me expor tão abertamente e sem pretensões, eu me igualava àquelas pessoas e me sentia mais próxima delas. 

No final da aula, um pacto: a professora disse que as histórias não poderiam sair dali. Senti aquilo como uma proteção e feliz por saber que todos deixavam a aula sem máscaras, mais verdadeiras e sem medo de olhar nos olhos.

Gostei do exercício e relendo a minha história vejo que já caminhei e aprendi muito. Não sou mais a menina que se achava branquinha demais, complexada, que adorava ficar vermelhinha de sol para se sentir melhor. Não sou mais aquela menina ingênua e por vezes insegura demais que só queria ser aceita.

Por outro lado, o sorriso continua o mesmo…

 

                                                                                                                                                                                                        Shirlei Marina

12 Respostas to “Sobre a infância”

  1. Marcos "Pablito" Says:

    Shi,

    Que bonito post! Deve ter sido uma experiência e tanto mesmo, mas confesso que fiquei muito curioso para saber a história que você e as outras pessoas contaram. Haha

    Eu adorava as aulas de Psicologia da Comunicação!!

    Que o sorriso continue sempre o mesmo! ;)

    Um beijo,

  2. Aline Almeida Says:

    Shi, é vc na foto??

  3. Lizandra Says:

    Eu não tive esse cabelo tigelinha… Só na primeira comunhão, quando minha mãe resolveu me fazer escova e fiquei de capacete. Mas minhas experiências com cabelo crespo são parecidas com as suas de pele branca demais…
    Vou passar por aqui mais vezes!
    bjs

    • danossajanela Says:

      Que bom te ver aqui Li! olha isso que é bacana: de uma forma ou de outra nos identificamos uns com os outros, não importa se somos brancos ou de cabelo crespo hehehe. beijos!!!

  4. Adri Perroni Says:

    Shilly!!!
    Que fofa! Como é bom lembrar da infância e dos sentimentos daquela época, né? Eu era magrela e tinha as perna finas que viviam roxas. Eu era tão peralta rs. Nossa, como eu mudei de lá pra cá… como aprendi… como errei e acertei, mas meus gambitos continuam aqui hahahaha
    Beijos!!!

    • danossajanela Says:

      Ai Dri pois é… é gostoso sim. e bacana tb é olhar pra trás e ver como mudamos, evoluimos, o quanto crescemos como pessoa… toda essa evolução é muito bacana de ver né! queria ter te conhecido peraltinha hehehe bjs Shi.

  5. Pablo Says:

    Pelo que falam creio que minhas histórias de infância seriam facilmente descobertas por todos. Afinal quem já fez poças de alcool no meio da cozinha, só para ser empurrado por cima delas em um carrinho de butijão de gás????

    Obs.: Tacavamos fogo no alcool!!!

    • danossajanela Says:

      Minha nossa Pablo, que medo! rs… e eu sei de todas essas histórias… agora imagina um filho seu como será hahaha… beijocas amor.

  6. M.F, Thays Says:

    Adorei o post tiaa!
    Senti exatamente a mesma coisa quando a professora nos disse: “Leiam em voz alta!”. Mas foi muito bom ver o quanto as pessoas se mostraram dispostas a ouvir, a compreender cada um e também a “se mostrarem” para todos. Interessante a forma como nos vimos na história de cada um, seja por alguma situação, característica pessoal, enfim…
    Foi mágico perceber o quanto podemos ser parecidos uns com os outros e mesmo assim sermos tão diferentes…
    É como eu sempre digo, na essência somos todos iguais, não importa raça, religião, gosto musical ou time de futebol…
    E esse exercício deixou essa lição para cada um de nós e gostei de ver o seu aprendizado sobre ele…
    eu sou sua fã, por mais que eu faça brincadeirinhas em relação a idade! hhahahaha, vc sabe que sou sua fã!!!

    adoro vc e parabéns a todos por este blog…adorei!! BEIJOS!!

    • danossajanela Says:

      Bonita e minha pentelha preferida eu tb sou sua fã e vc sabe! rs
      viu que apesar da idade descobrimos nessa aula que somos muito parecidas? hahaha
      bom espero dividir ainda muito mais coisas boas e descobertas da psicologia… te adoro!!!! beijos Shi

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: